WWW.DISSERTATION.XLIBX.INFO
FREE ELECTRONIC LIBRARY - Dissertations, online materials
 
<< HOME
CONTACTS



Pages:   || 2 | 3 |

«Revista HISTEDBR On-line Artigo A UNIVERSIDADE DE ELITE OU PARA TODOS? José Carlos Rothen Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) ...»

-- [ Page 1 ] --

Revista HISTEDBR On-line Artigo

A UNIVERSIDADE DE ELITE OU PARA TODOS?

José Carlos Rothen

Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

josecarlos@rothen.pro.br

RESUMO:

O artigo parte da hipótese de que o Conselho Federal de Educação (CFE) – órgão

colegiado vinculado ao Ministério da Educação e com poderes normativos – participou efetivamente da elaboração da legislação da Reforma Universitária de 1968. Durante a década de 1960, buscou, via jurisprudência estabelecida por seus pareceres, elaborar uma Reforma. Tem-se por objetivo resgatar os pressupostos e os argumentos nos quais os Conselheiros fundamentavam a posição da constituição de uma universidade de elite. Parte significativa dos debates no interior do CFE foi publicada na Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, editada pelo Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos, órgão vinculado ao Ministério da Educação. As matérias divulgadas pelos Conselheiros nessa revista, entre os anos de 1962 (ano de instalação do Conselho) e 1968 (ano da reforma), constituem a fonte primária utilizada. Conclui-se que os conselheiros consideravam a expansão da educação superior como um falso problema; segundo eles, a resposta a essa questão acarretaria em um crescimento desordenado do sistema e na reprodução de um modelo de universidade que já não atenderia às necessidades do país. A verdadeira questão seria exatamente de como controlar a expansão.

Palavras-chave: Expansão da educação superior. Reforma Universitária. Conselho Federal de Educação.

AN ELITIST UNIVERSITY OR AN UNIVERSITY FOR ALL?

ABSTRACT:

The start point of this paper is the hypothesis that the Federal Council of Education – a boarding department linked to the Ministry of Education, and with normative powers – effectively participated in the elaboration of the University legislation Reform in 1968. The aim of this work is revisited presumptions and arguments used by Counselors in order to write the reform document that resulted in an elitist University education proposal. A significant part of the debates was published by the National Institute of Pedagogic Studies

- Ministry of Education, in the Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. The subjects published by the Counselors, between 1962 (Council’s establishment year) and 1968 (reform’s year), constitute the primary source. As a conclusion of this work it is pointed out that the counselors considered the expansion of the university education a fictitious problem. According to them the hypothetical answer to that deceptive problem would conduct either to a disordered growth of the system or to the reproduction of a university model that would no longer assist the needs of the country. Thus the legitimate problem would be how to control the expansion Keywords: Higher education expansion. University Reform. Federal Council of Education

–  –  –

Em 1968, na fase mais dura da ditadura militar, realizou-se, no Brasil, uma Reforma Universitária, com duplo objetivo: dar uma resposta ao movimento estudantil e à classe média sobre a reivindicação da expansão do ensino superior, bem como atender à aspiração da implantação de uma Universidade de excelência. O resultado foi a criação de um modelo dual: o de excelência e o de consumo.

Este trabalho parte da hipótese de que o Conselho Federal de Educação (CFE) – órgão colegiado vinculado ao Ministério da Educação e com poderes normativos – participou efetivamente da elaboração da legislação da Reforma e que,durante a década de 1960, buscou, via jurisprudência estabelecida por seus pareceres, elaborar uma Reforma.

Aqui se tem por objetivo resgatar os pressupostos e os argumentos nos quais os Conselheiros fundamentavam a posição da constituição de uma universidade de elite.

Parte significativa dos debates no interior do CFE foi publicada na Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, editada pelo Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos, órgão vinculado ao Ministério da Educação. As matérias divulgadas pelos Conselheiros nessa revista, entre os anos de 1962 (ano de instalação do Conselho) e 1968 (ano da reforma), constituem a fonte primária utilizada.

Este trabalho é dividido em dois momentos: no primeiro, será apresentado o contexto sócio-econômico no qual é elaborada a reivindicação da expansão de vagas; no segundo, serão apresentados os princípios nas quais o Conselho fundamenta a tese de que a expansão deve ser controlada.

1 Desenvolvimento econômico, desigualdades sociais e mobilidade social

O processo de industrialização brasileiro teve como subproduto a consolidação e o aumento das diferenças sociais. As pessoas que exerciam cargos de direção, gerência e chefia mantiam salários equivalentes aos pagos nos países centrais (SINGER, 1986, p.

232), enquanto que os outros trabalhadores sofriam política de contenção salarial, principalmente após 1964. A diferença salarial entre esses dois grupos de trabalhadores era cada vez maior e, conseqüentemente, estabeleceu-se diferente padrão de consumo.

Segundo Marini (2000, p. 82),

–  –  –





O perfil dos que tinham os mais altos padrões de renda, segundo Wilnês Henrique (1999, p. 99), era “morar na cidade, ou ser homem, ou ter atividade urbana, ou ser empregador, ou ter 40 ou mais anos de idade, ou ter 15 anos ou mais de instrução.” Ainda

conforme a autora:

–  –  –

Com base nessa interpretação, para diminuir as diferenças, sociais bastaria expandir o setor moderno da indústria e melhorar a escolarização dos trabalhadores. Henrique aponta que essa interpretação é falsa, pois,

–  –  –

A falta de qualificação generalizada da população brasileira implicava que aqueles que tinham qualificação escolar conseguiam melhores resultados na concorrência entre os indivíduos na busca das funções que asseguravam melhor rentabilidade. Pelo exposto, o simples processo de escolarização/qualificação da sociedade não garantiria o fim da grande diferenciação social. O modelo industrial exportador limitava o número de indivíduos que seriam inseridos na sociedade de consumo de bens de luxo.2 A Reforma Universitária ocorreu nesse contexto, no qual a solução que tinha alcance apenas individual – o aumento do grau de instrução – transformou-se em uma reivindicação social, a exigência da expansão do ensino superior.

2 O movimento estudantil

O regime militar encontrou resistência nas universidades e no movimento estudantil, tanto que, logo após o golpe militar, iniciaram-se processos de intervenção e ocupação das Universidades. A preocupação com os protestos estudantis levou, em dezembro de 1967, à instalação de uma comissão – que é conhecida pelo nome do seu presidente, o Coronel Meira Mattos – com a função explícita de estudar e propor diretrizes para a ação governamental diante da crise estudantil (FÁVERO, 1977, p. 60). O relatório final da Comissão Meira Mattos deu maior ênfase à questão estudantil e propôs como forma de desmobilização do movimento estudantil, que fosse realizada uma reforma universitária (GERMANO, 1994, p. 127). A comissão Meira Mattos entendia que o problema dos excedentes nos vestibulares3 era um dos motivos que levava o apoio popular ao movimento estudantil (NICOLATO, 1986, p. 267). A comissão concluiu que a reforma universitária tornava-se urgente para que fossem possíveis o controle do movimento estudantil e a expansão do ensino superior.

O ano de 1968 foi marcado pela intensificação da resistência ao regime militar.

“Não há, praticamente, uma semana em que não ocorra uma passeata, uma mobilização, Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n.37, p. 109-122, mar.2010 - ISSN: 1676-2584 Revista HISTEDBR On-line Artigo um acontecimento de grande repercussão” (GERMANO, 1994, p. 115). A atuação intensa do movimento estudantil, que tinha como bandeira a Reforma Universitária, fez com que, em junho de 1968, os militares instituíssem o Grupo de Trabalho da Reforma Universitária para elaborar a proposta de nova legislação para o ensino superior, “como que raciocinando em termos de façamos a reforma antes que outros a façam” (SAVIANI, 1988, p. 86).

3 A gestação de um modelo elitista

Do debate que ocorreu no Conselho Federal de Educação (CFE), na década de 1960, sobre o modelo de universidade que seria implantado no Brasil, e publicado na Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP), serão retomadas, nesta seção, as posições que fundamentaram a proposta de controle da expansão da educação superior.

Na leitura do material publicado na RBEP, identificou-se que: o artigo de Ortega y Gasset, “Misión de la universidad”, e o livro “The uses of the University”, de Clark Kerr, como fontes paradigmáticas que influenciaram a produção intelectual dos conselheiros do CFE. Dois indícios fundamentam essa identificação: primeiro, várias citações dessas obras nos artigos dos conselheiros, contrariando a prática dos artigos da Revista de não fazer referência às obras utilizadas, segundo, mesmo quando os textos foram utilizados sem a citação da fonte, é possível a identificação de idéias desses autores

3.1 Faculdade de Cultura

No texto “Misión de la universidad”, publicado em 1930, Ortega y Gasset propôs os termos que deveriam nortear a discussão da reforma universitária espanhola. Entendia que a discussão da reforma deveria partir da definição dos “usos” da universidade, isto somente sendo possível se existisse a compreensão de qual seria a sua missão. As discussões que estavam ocorrendo sobre a reforma universitária teriam dois erros fundamentais. O primeiro seria o de compreender que uma nação é grande porque tem boas escolas e não ao contrário. O segundo erro consistiria em buscar modelos estrangeiros ao invés de construir um modelo próprio, mesmo que esse modelo fosse parecido com o dos outros países (ORTEGA Y GASSET, 1992, p. 315).

Para Ortega y Gasset (1992, p. 318), apesar de conceder que existissem faculdades isoladas, o ensino superior deveria ocorrer nas universidades, visão que foi adotada pelos conselheiros que publicavam na RBEP, no período estudado. Dado que a função precípua da universidade seria o ensino, o autor passou a apresentar como o ensino na Espanha era

estruturado. Em suas palavras:

–  –  –

Ortega y Gasset (1992, p.323) defendia a idéia de que o ensino não poderia ser estritamente profissional e que a formação profissional deveria ser separada da formação do cientista. O ensino deveria transmitir a cultura, e a formação profissional não poderia Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n.37, p. 109-122, mar.2010 - ISSN: 1676-2584 Revista HISTEDBR On-line Artigo resumir-se à especialização, pois, além do exercício da atividade profissional, o estudante também deveria saber mandar, isto é, exercer a autoridade.

A transmissão da cultura far-se-ia necessária, pois por meio dela é que o homem teria contato com as idéias vivas do seu tempo sobre o mundo (ORTEGA Y GASSET, 1992, p. 321). A ciência seria o maior produto da cultura, mas não seria a cultura. A ciência preocupar-se-ia em levantar problemas que poderiam esperar anos para serem

solucionados; a cultura apresentaria as soluções para a vida. Categoricamente, ele afirmou:

–  –  –

Ortega y Gasset não negava que a formação de profissionais e a investigação científica tinham de fazer parte da missão da universidade, mas defendia que a transmissão da cultura, além de fazer parte da sua missão, deveria ser o centro do ensino superior. O argumento principal em favor da sua tese ele nomeou como “o princípio da economia no ensino”. Na explicação deste princípio, ele partiu da constatação de que, diante de alguma limitação, seriam necessárias algumas escolhas. No caso do ensino, o estudante médio teria a sua capacidade de aprender limitada e, por isso mesmo, a universidade precisaria dedicar-se a ensinar o que lhe é necessário para a vida, isto é, a cultura.

A universidade, ao vincular a formação profissional à formação do cientista, ensinaria aquilo que os estudantes não seriam capazes de aprender. A universidade, que seria caracterizada pelo ensino, para atender às necessidades espanholas, deveria enfatizar a cultura (ORTEGA Y GASSET, 1992, p. 348).

3.2 Multiversidade

A produção teórica dos conselheiros utilizou como um dos modelos para a construção de saberes o livro de Clark Kerr4, intitulado “The Uses of the University”, publicado em 1963, que reuniu três conferências proferidas na Universidade de Harvard. O autor defendia a tese de que a universidade americana não tinha característica única, por isso, nomeou-a de multiversidade. A diversidade interna da multiversidade teria como motivo o fato de atender a diversos públicos internos e externos, que formavam comunidades independentes entre si e, muitas vezes, com objetivos distintos (KERR 1982, p. 30-36).

–  –  –

As diferenças de objetivos das comunidades que constituiriam a multiversidade acarretariam no problema de como estabelecer o diálogo e a unidade da multiversidade.

Kerr (1983, p. 31) ironizou, afirmando que se correria o risco de o único fator de unidade ser um estacionamento em comum, onde todos se interligariam apenas na reclamação pela falta de vagas.

Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n.37, p. 109-122, mar.2010 - ISSN: 1676-2584 Revista HISTEDBR On-line Artigo Kerr compreendia que a unidade da multiversidade dependeria da liderança e da mediação do Reitor. As efetivas liderança e mediação somente seriam possíveis se as características do Reitor fossem múltiplas, ou seja, com muitas faces. “Mediador” seria a palavra chave que caracterizaria o Reitor da multiversidade. Kerr defendia que seria mais importante para o Reitor saber mediar os interesses e objetivos das comunidades interna e externa do que ter um plano, isto é, criar novos modelos e objetivos para a universidade.



Pages:   || 2 | 3 |


Similar works:

«EXAMINING TEACHER KNOWLEDGE AND ATTITUDES ABOUT SCHOOL ISSUES FOR CHILDREN WITH EPILEPSY: A MIXED-METHOD INVESTIGATION By AMY LOOMIS ROUX A DISSERTATION PRESENTED TO THE GRADUATE SCHOOL OF THE UNIVERSITY OF FLORIDA IN PARTIAL FULFILLMENT OF THE REQUIREMENTS FOR THE DEGREE OF DOCTOR OF PHILOSHPHY UNIVERSITY OF FLORIDA © 2009 Amy Loomis Roux ACKNOWLEDGEMENTS This dissertation would never have seen completion without the help and support of so many individuals. First, this dissertation research...»

«RESUME David Hawkes CONTACT Department of English Language and Literature Building Arizona State University Tempe, AZ 85281 Tel: 480 965 3723 E-mail: David.Hawkes@asu.edu EDUCATION Ph.D.Columbia University.1992 M.Phil.Columbia University.1990 M.A.Columbia University.1988 B.A.Oxford University.1986 EMPLOYMENT: FULL TIME 2008Professor, Department of English, Arizona State University 2007-2008 Associate Professor, Department of English, Arizona State University 1998-2007 Associate Professor,...»

«JOURNAL OF ECONOMICS AND FINANCE EDUCATION • Volume 10 • Number 2 • Fall 2011 54 An Austrian Inquiry into the Wealth of Nations: Incorporating Austrian Economics into Economic Development Christopher J. Coyne and Peter T. Leeson1 Abstract This paper reviews our combined experiences teaching a graduate level course in development economics. Our goal is to provide an overview of the course with an emphasis on the connection with Austrian themes. A course in this area provides a unique...»

«HOLE IN MY LIFE Teachers’ Guide HOLE IN MY LIFE by Jack Gantos ISBN: 978-0-374-43089-4 Grade Range: 9 and up/Age Range: 14 and up INTRODUCTION In Hole in My Life, Jack Gantos recounts an experience from his own life that many other writers would rather keep hidden from public view. In the summer of 1971, the young Gantos, desperate for cash for college and willing to take a risk, runs a boatload of hashish from the Virgin Islands to New York City. For this job, he is to receive $10,000. In...»

«CREATING THE CITIZEN: HOW SOCIAL STUDIES TEACHERS UNDERSTAND THE CHARACTERISTICS OF GOOD CITIZENSHIP By STEPHEN STEWART MASYADA A DISSERTATION PRESENTED TO THE GRADUATE SCHOOL OF THE UNIVERSITY OF FLORIDA IN PARTIAL FULFILLMENT OF THE REQUIREMENTS FOR THE DEGREE OF DOCTOR OF PHILOSOPHY UNIVERSITY OF FLORIDA 2013 1 © 2013 Stephen Stewart Masyada 2 To Susie and Elaine 3 ACKNOWLEDGMENTS I owe so many people for the completion of this work that I cannot thank them all as they deserve. This effort...»

«DIFFERENTIATED READING INSTRUCTION IN ONE EXEMPLARY TEACHER’S CLASSROOM: A CASE STUDY by Julie Winneur Ankrum B.A., Michigan State University, 1989 M.A.T., Oakland University, 1995 Submitted to the Graduate Faculty of the School of Education in partial fulfillment of the requirements for the degree of Doctor of Philosophy University of Pittsburgh 2006 UNIVERSITY OF PITTSBURGH SCHOOL OF EDUCATION This dissertation was presented by Julie Winneur Ankrum It was defended on November 15, 2006 and...»

«Investigating gender and sexuality in the ESL classroom: Raising publishers’, teachers’ and student’s awareness Jane Sunderland (Principal Investigator) Joanna Pawelczyk (Project Leader) Łukasz Pakuła (Project Leader) This document is an output from the ELT Research Award scheme funded by the British Council to promote innovation in English language teaching research. The views expressed are not necessarily those of the British Council. Outline Introduction! • Gender and sexuality in...»

«This is the author’s version of a work that was submitted/accepted for publication in the following source: Mills, Kathy A., Sunderland, Naomi, & Davis, John (2013) Yarning circles in the literacy classroom. The Reading Teacher, 67 (4), pp. 285-289. This file was downloaded from: http://eprints.qut.edu.au/61361/ c Copyright 2013 International Reading Association Notice: Changes introduced as a result of publishing processes such as copy-editing and formatting may not be reflected in this...»

«Exploring Classroom Teachers' Spelling Practices and Beliefs By: Francine R. Johnston Johnston, F. R. (2001). Exploring classroom teachers’ spelling practices and beliefs. Reading Research and Instruction. 40, 143-155. DOI: 10.1080/19388070109558339 Made available courtesy of Taylor & Francis: http://dx.doi.org/10.1080/19388070109558339 ***Reprinted with permission. No further reproduction is authorized without written permission from Taylor & Francis. This version of the document is not the...»

«Reflections on Reform: A Former Teacher Looks at School Change and the Factors that Shape It Elizabeth Hinde Arizona State University East This paper discusses literature on the factors that contribute to and detract from reforms being implemented in schools from the perspective of a former teacher. The effects of school culture, the emotional and relational aspects of teaching and the change process, the importance of professional development, the need for time in teachers’ professional...»

«WHEN IS A FORMAL ASSESSMENT PLAN NECESSARY IN EITHER RTI OR TRADITIONAL ENVIRONMENTS? Diana Browning Wright When student(s) are observed, interviewed or tested, school staff must consider whether parental informed consent for these procedures is required. IDEA 2004 does allow “screening” procedures without parental permission, such as determining phonemic awareness proficiency and other progress monitoring activities necessary to inform instructional programming. Many schools are beginning...»

«POL 2200Y: CORE COURSE IN INTERNATIONAL POLITICS Session: Fall/Winter 2009-2010 Seminars: Wednesday 2-4, Sidney Smith 3130 Instructors: Professors Nancy Bertoldi and John Kirton Professor Nancy Bertoldi Professor John Kirton Office: Sidney Smith Hall, Room 3123 Office: Munk Centre, Room 209N Telephone: 416-946-0181 Telephone: 416-946-8953 E-mail: nancy.bertoldi@chass.utoronto.ca E-mail: john.kirton@utoronto.ca Office Hours: Friday 10-12 Office Hours: Monday 2-4 COURSE OVERVIEW POL2200Y covers...»





 
<<  HOME   |    CONTACTS
2016 www.dissertation.xlibx.info - Dissertations, online materials

Materials of this site are available for review, all rights belong to their respective owners.
If you do not agree with the fact that your material is placed on this site, please, email us, we will within 1-2 business days delete him.